A Maternidade de Maria é virginal

 


A maternidade de Maria é virginal. Por obra do Espírito Santo, Ela concebeu e deu ao mundo o Filho de Deus «sem conhecer homem». S Paulo explica este mistério da maternidade divina de Maria referindo-se à paternidade eterna de Deus»: «Mas ao chegar a plenitude dos tempos, Deus enviou o Seu Filho, nascido de mulher, nascido sujeito à Lei.» (Gal 4,4.) A maternidade virginal da Mãe de Deus corresponde à paternidade eterna de Deus. De certo modo ela faz parte do caminho da missão do Filho, que do Pai vem à humanidade através da Mãe. A maternidade inaugura a missão - abre o caminho de Deus à humanidade. Vista de certa perspectiva, ela é o ponto culminante deste caminho.

 

O nascimento fala sempre da Mãe , d' Aquela que dá a vida, d'Aquela que dá o homem ao mundo. Vemo-la, portanto - como em tantas esculturas - com a criança nos braços ou ao colo. Mãe, Aquela que gerou e criou o Filho de Deus. Mãe de Cristo. Não há ninguém mais conhecida, que fale de maneira mais simples do mistério da natividade do Senhor, do que a da Mãe com Jesus nos braços. Não é esta imagem que nos inspira tão singular confiança? Não é exatamente o que nos permite viver com todos os Mistérios da nossa fé e, ao contemplá-los como «divinos», considerá-los ao mesmo tempo humanos? Mas há ainda uma outra imagem da Mãe com o Filho nos braços: é a «Pietá». É Maria com Jesus descido da cruz: com Jesus que expirou perante os seus olhos, no Gólgota, e que volta aos seus braços, os mesmos que em Belém O ofereceram como Salvador do mundo.

 

 

 

 

Alegremo-nos também pela maternidade divina de Maria. Dirijamos-lhe, especialmente

neste mês dedicado a ela, em cada dia as palavras da saudação de Isabel:

“Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.” (Lc. 1, 42.)

 

Beato João Paulo II